Este blog afinal tudo o indica não acaba aqui

23.1.06


Vemo-nos por e por aqui. Obrigado.

posted by rui at 23.1.06

22.1.06

posted by rui at 22.1.06

Dobragens

13.1.06

Até ter ido viver uns tempos para Itália nunca tinha pensado muito nas dobragens. Em Portugal, preocupava-me às vezes a dobrada, de que também não gosto muito. Era isso, não gostava muito, mas também não pensava muito nisso.

Em Itália tudo é dobrado. Isto tem várias consequências. Muita gente nunca ouviu a voz de, por exemplo, Brando ou Pacino. Ou Kathleen Turner. Isto é estranho, dado que não me passa pela cabeça separar a voz do actor da sua representação; são partes indissociáveis. O que seria Darth Vader noutra voz que não James Earl Jones? Será mesmo possível dobrar Alan Rickman? Se qualquer coisa dobrada, para mim, se transforma de imediato em comédia - con franchezza, cara mia, me ne frega un cazzo - o contrário também é verdadeiro – vi Jim Carey dobrado, e tive muito medo.

Para os italianos não é assim, ou melhor, não é bem assim. E não é bem assim porque, aprendi depois, nem toda a gente faz a voz de Brando ou de Pacino. Ou de Lana Turner. Não: existe toda uma criteriosa carreira de quem empresta a sua voz a estes actores. Por exemplo, quem faz de Pacino é há muitos anos o mesmo. Por outro lado, não se começa logo a fazer a voz de Pacino. Há uma carreira, como qualquer outra. Começa-se, digamos, a fazer Jonathan Rhys-Meyers, depois é-se promovido a Ewan McGregor, de seguida matura-se em Branagh, remói-se um Burton antigo, para depois, já quase no topo, sobraçar um Anthony Hopkins; por fim chega-se a ao pináculo de Max von Sydow ou Ian McKellen.

Imagino um diálogo numa festa da guilda italiana de actores de dobragens.
- Você é que é o Al Pacino?
- Não, verdadeiramente. Eu, ao invés, sou Joe Pesci.
- Mas lei é meu primo!
- Como assim, seu primo?
- Sim, Pesci é figlio da minha zia, a que sposou com o Sr. Pesci.
- Dai, não te acredito. Estás-me a prender em giro, isso é uma choqueza.

Quando se vêem os lábios a mexer fora do tempo da fala, isso expõe o artifício do cinema, expõe o seu carácter fabricado, e impede a suspension of disbelief na qual assenta o cinema. Mesmo quando é bem feita a dobragem, há sempre uma sensação de desunidade entre a voz e o actor. Não concebo, por isso, a possibilidade de boas dobragens. Esperar uma boa dobragem é como acreditar que o Keneth Branagh de «Celebrity» faria bem a voz da Formiga Z em «Ant Z».

[post em comandita com o noite americana]

posted by rui at 13.1.06

o quando é o porquê (as so often happens in life) (ii)

11.1.06

aliás, as sondagens mostram isso mesmo.

posted by rui at 11.1.06

o quando é o porquê (as so often happens in life)

9.1.06

Já não me lembro quando deixei de usar estas aspas: - “ ” – e passei a usar estas: - « » -, mas lembro-me porquê.

posted by rui at 9.1.06

1976-1943=33



A idade de Cristo

posted by rui at 9.1.06

A velhice

7.1.06

Ter ácido úrico na hubris.

posted by rui at 7.1.06

Ordet

4.1.06



« 'Thou shalt not' might reach the head, but it takes 'Once upon a time' to reach the heart.»

(Philip Pullman, New Yorker)


[post conjunto com o noite americana]

posted by rui at 4.1.06

the office (v)

3.1.06

Ninguém se sente confortável a insultar outrem usando palavras que ele próprio não tenha escrito. Quem insulta alguém lendo um texto que não escreveu não tem respeito por si e – mais importante – respeito por quem insulta. Não há nada mais pessoal do que o insulto.

posted by rui at 3.1.06

(minus) Nicole Kidman


Mais uma. Desta feita, parece que com o cantor country Keith Urban. Isto é inaceitável. Primeiro foi Alicia Keyes, agora Nicole Kidman. E logo com este rapaz. Há que dizer sobre este assunto uma coisa preponderante, como ponderaria Jorge Sampaio. Ester rapaz fica-nos mal ao curriculo. Isto não é pesporrência, é a verdadinha. É como quando a nossa namorada vai sair com um sujeito qualquer que a leva a um sítio qualquer foleiro. Preposterous. Trata-se de um insulto pessoalíssimo. Não por a rapariga ser a nossa namorada (condição eminentemente transitória), mas por o sítio ser de uma foleirice atroz. Namorada minha não é levada a sítios foleiros por terceiros, ou assim gostamos de pensar. É, no dizer de Joaquim Agostinho depois de terminar em terceiro a subida do Tourmalet, «o poder da ilusão». Imagine o leitor que uma ex-namorada sua se casava com Keith Urban e seguramente tremerá de humilhação. Imagine a leitora que uma ex-namorada sua se casava com Keith Urban e tremerá segura e duplamente de humilhação.

posted by rui at 3.1.06

FNAC

2.1.06

FNAT

posted by rui at 2.1.06

As mãos

Hands have no tears to flow.
(Dylan Thomas)

posted by rui at 2.1.06